Nada feminista
«Margot Kässmann, de 51 anos, era até há poucos dias bispo de Hanôver e presidente do conselho nacional da Igreja Evangélica, que conta com cerca de 25 milhões de fiéis na Alemanha. Tinha 41 anos quando, em 1999, foi nomeada, tornando-se a bispo mais jovem no país. Em Outubro do ano passado chegou ao topo da Igreja Evangélica alemã e fez história a ser a primeira mulher a ocupar o lugar» («Margot Kässmann», Carla H. Quevedo, Metro, 26.2.2010, p. 9).
Errado: o feminino de
bispo é
episcopisa. E os dicionários, que são todos, que registam que
episcopisa era a «mulher que nos princípios do
cristianismo desempenhava certas funções sacerdotais sem jurisdição episcopal» também precisam de reformular a definição. A propósito de feminino, o semanário
Expresso lá continua denodadamente a usar
chancelerina: «Indiferente aos protestos das autoridades suíças que falaram em receptação de informação roubada, a
chancelerina Angela Merkel recuperou por esta via 200 milhões de euros (valor que já inclui as multas a aplicar aos infractores)» («A honra perdida de uma Suíça orgulhosamente só», Rui Martins,
Expresso, 6.2.2010, p. 32).
Na imprensa alemã, o nome da episcopisa é grafado com a letra ß (scharfes S ou Eszett), Käßmann, habitualmente substituída, em países não germanófonos, por ss.
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