Léxico: «rato-do-canavial | trionomídeo»
23.4.26
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«Nós, Combonianos, vivemos a missão na sua dupla dimensão de anúncio do Evangelho e promoção humana. Por isso, iniciámos na prisão [Ankaful Maximum Security Prison, Cape Coast, Gana] um projecto de criação de coelhos e de um roedor de grande porte e carne muito saborosa, o rato-do-canavial, a que aqui chamam grasscutter» («Olha para mim», Pepe Girau, Além-Mar, Maio de 2026, p. 45).
Ora, já os nossos militares da Guerra Colonial conheciam o ➜ rato-do-canavial ZOOLOGIA (Thryonomys swinderianus) roedor africano de grande porte, da família dos Trionomídeos, distribuído pela África Subsariana, associado a zonas de vegetação densa e a culturas agrícolas, sobretudo canaviais; de corpo robusto, pelagem acastanhada e de hábitos nocturnos, alimenta-se de gramíneas e outras plantas, sendo também apreciado como fonte de alimento em várias regiões africanas.
Lá se também os comiam, isso já não sei. Podia perguntar ao meu primo, primo em 2.º grau, Anselmo, o único da família, apesar de franzino, débil, baixote, que foi à guerra. Por sorte, veio inteiro e com a cabeça a funcionar mais ou menos. Ou seja, como anteriormente: mais ou menos.
[Texto 22 860]
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P. S.: Ainda estou abismado e um pouco tonto (mas isto deve ser do Sprizz que acabei de beber, muitas horas depois de ter tomado o pequeno-almoço) por ver a riqueza do verbete «primo» nos dicionários brasileiros e a pobreza nos nossos. Vae mihi!
edit
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