PIDE, pide, Formiga Branca, formiga branca

Ou não?

      O Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora regista Formiga Branca — «sociedade secreta de revolucionários civis que surgiu em Portugal pouco depois de proclamada a república». Era uma milícia, criada pelo governador civil de Lisboa Daniel José Rodrigues, constituída por antigos carbonários, ao serviço do Partido Democrático. Assim, ainda é mais estranho que este dicionário, e não é a primeira vez que o afirmo, não acolha os termos PIDE e pide. E, na mesma lógica, o nome comum formiga branca.
      «Entretanto, a minha tia tem vindo ver-me e também ela, apesar da presença de um pide a seu lado, conseguiu aludir ao clamor da solidariedade comigo no estrangeiro» (Assim Se Esvai a Vida, Urbano Tavares Rodrigues. Lisboa: Publicações Dom Quixote, 2010, p. 40).
      «— Foste um valente. Atiravas-te a eles com uma gana... Os formigas-brancas sempre apanharam um arrepio! Ouve lá!» (Os Reinegros, Alves Redol. Lisboa: Publicações Europa-América, 1986, p. 283).

[Texto 2348]
Etiquetas ,
edit

Sem comentários:

Arquivo do blogue