É um facto
13.11.12
O AOLP explicado aos maluquinhos
«Qual será a razão para um escrevente, falante de português europeu e utilizador, por imitação, por gosto ou por imposição, do Acordo Ortográfico de 1990 (AO90) não grafar o C de facto? Por exemplo: “união de fato”. Sim, de fato. Quem diz “união de fato”, poderá também dizer “pressupostos de fato e de direito”, “alterações de fato e de direito”, “razões de fato e de direito”, “fundamentos de fato e de direito” ou “situações de fato...”. E de direito. De fato e de direito. Até mesmo “fatos imputáveis”» («Contra fatos: os argumentos», Francisco Miguel Valada, Público, 13.11.2012, p. 55).
Há muito que alertei para esta estupidez. No texto de Francisco Miguel Valada, só não percebo a enumeração — que o autor parecia querer, para nosso desespero, exaustiva — de expressões em que o termo «facto» figura. É concebível que o «escrevente, falante de português europeu e utilizador, por imitação, por gosto ou por imposição, do Acordo Ortográfico de 1990 (AO90)» umas vezes escreva «fato» e outras «facto» para exprimir a mesma ideia? O que me parece é que isto é tudo tão absurdo, que não precisamos de caricaturas ou especulações crípticas.
[Texto 2317]
edit
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