Definição e etimologia: «emoji»

 🧐


      Já que pouco dizes sobre a etimologia, e até a definição pode ser melhorada, proponho ➜ emoji INFORMÁTICA pictograma digital utilizado em comunicações electrónicas informais (como mensagens de texto, redes sociais ou correio electrónico), geralmente constituído por uma pequena imagem ou ícone que representa expressões faciais, objectos, símbolos ou ideias, com o intuito de transmitir emoções ou complementar a linguagem escrita. 

      Quanto à etimologia, vem do japonês 絵文字 (emoji), formado por 絵, e («imagem; desenho») + 文字, moji («letra; carácter escrito»); o termo passou a ser usado internacionalmente a partir do final da década de 1990, após a criação de um primeiro conjunto de pictogramas digitais por Shigetaka Kurita (Japão, 1999), mais tarde incorporados nos padrões Unicode.

[Texto 22 416]

Léxico: «muro de maré»

É agora que o temos de registar


      Ouvi uma reportagem da Rádio Observador feita nos campos de arroz de Alcácer do Sal, a maior zona produtora de arroz de Portugal. Foram ouvir Rodrigo Capela, engenheiro agrónomo na APARROZ, uma cooperativa de produtores. «Os muros da maré, que é quem [sic] divide a área agrícola da área do leito do curso do rio, esses muros desapareceram.» Como nos interessa reter esta informação, proponho ➜ muro de maré HIDRÁULICA barreira construída entre o leito de um rio estuarino e terrenos agrícolas, destinada a impedir a entrada de água da maré ou de cheia, protegendo as culturas de salinização ou inundação.

[Texto 22 415]

Plural: «irós»

Congenialmente complicados


      Tal como ilhó tem duas formas de singular, «ilhó» e «ilhós», e por conseguinte outras duas de plural, o mesmo acontece com filhó, iró e pió. Assim, temos no singular «uma filhó ou uma filhós», «uma iró ou uma irós», «uma pió ou uma piós». Portanto, no plural, «duas ou mais filhós» ou «duas ou mais filhoses», «duas ou mais irós» ou «duas ou mais iroses», «duas ou mais piós» ou «duas ou mais pioses». É claro e simples — mas não, ou nem sempre, nos dicionários. Depois de sucessivas alterações no dicionário da Porto Editora, falta agora apenas indicar em «irós» que pluraliza em «iroses».

[Texto 22 414]

Léxico: «colusivo»

Talvez mude agora


      Alternância no poder... Pois, é o que levou muitos a colaborarem com os seus supostos adversários em coligações de vários tipos, motivadas por um interesse colusivo pela manutenção de cargos ministeriais.

[Texto 22 413]

Definição: «costela»

Mas já viram alguma?


      Nada, evidentemente, como conhecer as coisas para falar delas, para as descrever, explicar aos outros. Onde, em «costela», os dicionários dizem tão-somente que é a «armadilha para pássaros», eu, porque sei o que é, as tive nas mãos, as vi serem usadas (vá, vão chamar a GNR), diria antes ➜ costela armadilha para pássaros formada por uma tábua estreita onde está fixado um arame em semicírculo ao qual corresponde outro igual, que é articulado e em cujo eixo há uma mola em espiral que os obriga a unir. Antigamente, em vez dos arames em semicírculo articulado um, e fixo o outro, eram duas costelas de carneiro — daí o nome.

[Texto 22 412]

Es heißt „Baviera“ auf Portugiesisch – merkt’s euch, ihr Zapfer!

Coisa de cervejistas


      Vou vendo — e corrigindo sempre — Bavária em vez de Baviera. É bem verdade que Rebelo Gonçalves, na página 155 do seu Vocabulário da Língua Portuguesa, diz ser preferível a primeira, mas já então notava que o uso consagrou Baviera. Então, deixemos tudo como está. Aliás, Rebelo Gonçalves não acertou sempre.

[Texto 22 411]

Léxico: «associatividade»

Primeiro a geral


      Tens uma só acepção em associatividade, Porto Editora, «MATEMÁTICA propriedade de uma operação em que se verifica a associação entre elementos de um conjunto sem afectar o resultado». Prévia a essa está, obviamente, outra: capacidade, disposição ou tendência para se associar.

[Texto 22 410]

O que vale a nossa língua

Alguém teve juízo


      «As faculdades pertencentes à Universidade Nova de Lisboa terão de alterar os seus nomes e voltar a ter as designações em português. Esta decisão foi tomada pelo reitor, Paulo Pereira, num despacho assinado no final de janeiro» («Reitoria da Nova obriga faculdades a alterar nomes para português», Nascer do Sol, 11.02.2026, 16h03).

      Inacreditável é isto ter sido sequer alguma vez permitido. Aliás, por lei, devia ser obrigatório as empresas portuguesas terem nome em português. Se querem ter nome noutra língua, emigrem.

[Texto 22 409]

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