Estado da língua

Preparado para tudo

      Anteontem, e durante todo o dia, no Público em linha, lia-se que «o plano do Governo francês de apoio à indústria automóvel deverá direccionar-se para empresas que apostem em veículos próprios». Só depois de muita chacota por esses blogues fora é que corrigiram. Que se pode dizer? Que podia ter sido pior. A partir da frase «L’État promet un soutien massif aux voitures propres», podia dar-lhes na veneta traduzirem por «o Estado promete um sutiã massivo às viaturas próprias». Porque não, se estou aqui a ler num texto que certos tipos eram «bons vivãs»? Temos é de estar preparados para tudo. E há, em contrapartida, quem veja fantasmas por todo o lado: «Enfatizo, passe o francesismo, mais os efeitos», disse um professor universitário muito conhecido.
[Texto 1847]
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