Como se escreve nos jornais
12.7.12
Como se vê
«Passados 100 anos, as causas de morte do fundista continuam a suscitar muitas dúvidas. Recorrendo a documentos e relatos do início do século passado, Gustavo Pires, a lecionar as disciplinas de Gestão do Desporto e Olimpismo e Jogos Olímpicos na Faculdade de Motricidade Humana na Cruz Quebrada, apresenta hoje (18.00) nessa instituição o livro “Francisco Lázaro, o Homem da Maratona”, onde coloca em causa a versão oficial que procura explicar a morte do atleta pela sua própria negligência. Na mais profunda investigação sobre o tema, Gustavo Pires analisa o homem na sua época: as divergências entre desporto e educação física e a fundação do Comité Olímpico de Portugal. “Sem tirarmos conclusões, recusamo-nos a aceitar de uma forma acrítica o discurso conveniente: o rapaz era simples, modesto, estúpido e ignorante. Como queria ganhar, ensebou-se, depois, apanhou sol e morreu”, critica para defender que “Francisco Lázaro foi vítima de uma cultura. À semelhança dos outros atletas, também se socorria de produtos (enborcamento) como kola e estricnina” que o ajudavam a suportar esforços violentos» («Livro lança pistas para a morte de Francisco Lázaro», C. L., Diário de Notícias, 12.07.2012, p. 40).
[Texto 1814]
edit
Sem comentários:
Enviar um comentário