É isso mesmo

Eu, eu, eu, eu, eu

      «Nuno Markl não é Herman José. Não tem a idade de Herman, não tem o património artístico dele e, a avaliar por aquilo que ambos sempre fazem questão de revelar sobre a sua vida pessoal, não tem as contas para pagar que Herman tem. Que use tantas vezes a palavra “eu” ao longo de cada emissão de 5 Para a Meia-Noite não apenas é constrangedor, como é desnecessário. Ao contrário do que talvez tema, o fim do seu tempo não está assim tão próximo» («O humorista no labirinto», Joel Neto, Diário de Notícias, 28.07.2012, p. 48).
      E, por sorte, a nossa língua até prescinde bem, na maioria das vezes, sem confusões nem equívocos, do pronome pessoal. Mas eles não o sabem — e são «artistas».
[Texto 1878]
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