Sobre «rocket»
8.7.12
Nem pensar
«Homens encapuzados a disparar rockets de fabrico artesanal. Barricadas com pneus, contentores ou troncos de árvores a arder, agentes da Polícia Nacional e da Guardia Civil armados até aos dentes e a tentarem proteger-se dos projéteis» («‘Rockets’ artesanais e cargas policiais no conflito das Astúrias», P. V., Diário de Notícias, 8.07.2012, p. 7).
Ia lá sair do bestunto de algum português palavra que traduzisse, melhor ou pior, o conceito expresso por «rocket». Não há nem nunca houve nada de remotamente aparentado. Com quanta mais razão os jornalistas — e não Vieira — diriam «conheci que não sei falar português». «As autoridades», continua o jornalista, «estão atentas, para que o cenário de confronto asturiano não se translade para Madrid.» É claro que o livro de estilo que aconselha a preferir-se «trasladar» e «trasladação» a «transladar» e «transladação» não é o do Diário de Notícias. Fúnebre.
[Texto 1781]
edit
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