13.9.08
Imagem: in Jornal de Negócios, 9.09.2008, p. 2.Claro está
Se rejeitássemos tudo o que nos veio do francês, do inglês, do espanhol, do italiano, se nos ocorresse essa infeliz ideia, o que nos sobrava? Sim, «bem entendido» parece vir do francês (e se for mera coincidência?), mas está bem formado e não desdoura quem fala português, salvo melhor opinião. Sim, eu sei o que diz Rodrigo de Sá Nogueira. E a Marina sabe que a Academia Brasileira de Letras, para não ir mais longe, embora tenhamos de atravessar o Atlântico, considera que «bem entendido» não vem do francês? Ah, não sabia…
«Ele, que é velho, gosta de se fazer ainda mais velho, acentuando as maleitas, as recordações fugazes e, bem entendido, as deliciosas idiossincrasias oitocentistas» («À moda antiga», Pedro Mexia em recensão à obra Os Males da Existência ― Crónicas de um Reaccionário Minhoto, de António Sousa Homem, Público/Ípsilon, 25.07.2008, p. 35).
Actualização em 24.10.2009
Acabo de ler: «Isso não impediu, como excepção que confirma a regra, que um escritor consagrado como Miguel Torga tivesse sistematicamente (e em Portugal, bem entendido) optado por editar, com sucesso, as suas próprias obras» (O Conhecimento da Literatura. Introdução aos Estudos Literários, Carlos Reis. Coimbra: Almedina, 2.ª ed., 2008, p. 68).
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