«Cartola», uma acepção

A propósito de futebol

      «A presidente da República, Dilma Rousseff, sancionou a Medida Provisória 620, que inclui alterações na Lei Pelé e fixa, entre outros, a limitação dos mandatos e reeleições de dirigentes de entidades esportivas, a exigência de transparência financeira e administrativa e a participação de atletas e ex-atletas em conselhos e órgãos técnicos das instituições» («Dilma aprova lei contra a reeleição dos cartolas», F. S. P., Agora, 17.10.2013, p. B8).
      Para nós, coloquialmente, cartolas eram os indivíduos importantes. No Brasil, cartola é termo popular e pejorativo para designar os dirigentes de clubes desportivos.
[Texto 3408]

«Enfarte, enfarto, infarto»...

Ficamos doentes

      «Oscar Hijuelos, que morreu no último sábado ao sofrer um infarto enquanto jogava tênis em Manhattan, crava seu lugar na literatura como um autor que soube tratar temas difíceis com leveza» («Obra densa, mas divertida é o legado de Oscar Hijuelos», Thales de Menezes, Folha de S. Paulo, 15.10.2013, p. E4).
      Em Portugal, em relação a esta supina questão nunca nos atrapalhamos: é sempre «enfarte» que usamos. No Brasil, andam embrulhados com três variantes, enfarte, enfarto e infarto. Variantes é como quem diz: para alguns estudiosos brasileiros, só uma delas mata (não sei agora qual). Para outros, as formas «enfarte» e «enfarto» são populares, e «infarto» provavelmente adaptação do inglês infarct. Para outros ainda... Ah, chega.
[Texto 3397]

Léxico: «força-tarefa»

Destacamento especial

      «O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), anunciou ontem a criação de uma força-tarefa para investigar ações da facção criminosa PCC e o envolvimento de policiais civis e militares com a quadrilha» («Alckmin anuncia força-tarefa para investigar facção criminosa», Folha de S. Paulo, 15.10.2013, p. C6).
      Em Portugal, para que todos pudessem compreender — tinha de estar inteiramente em inglês, task force.
[Texto 3396]

Léxico: «retrato falado»

Mas é expressivo

      «A Scotland Yard, polícia metropolitana de Londres, divulgou ontem à noite duas imagens do retrato falado de um suspeito de ligação com o sumiço da menina britânica Madeleine McCann» («Retrato falado de suspeito no caso Madeleine é divulgado em Londres», Folha de S. Paulo, 15.10.2013, p. A16).
      Já tínhamos visto, no léxico contrastivo do Assim Mesmo, este «retrato falado», que nós significamos através do termo «retrato-robô» (e depois não sabemos fazer o plural...). O meu Galaxy S4 também faz retratos falados.
[Texto 3395]

Léxico: «pistolagem»

Lá para Pernambuco

      «Um promotor de Justiça foi morto após ser [sic] alvo de atentado na manhã de ontem no interior de Pernambuco. [...] Itaíba é conhecida por crimes de pistolagem» («Promotor é assassinado no interior de Pernambuco», Daniel Carvalho, Folha de S. Paulo, 15.10.2013, p. A10).
      Pistolagem, registam os dicionários publicados no Brasil, é o assassínio encomendado. Em Portugal, também temos muita bandidagem, mas não usamos nem conhecemos o termo «pistolagem». Curioso: o Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora nem «bandidagem» regista.
[Texto 3394]

«Chapa-branca»

É oficial

      «Para o escritor [Ruy Castro], “esta situação ameaça transformar o Brasil no paraíso da biografia “chapa-branca”, aquela que só é publicada mediante autorização prévia do próprio biografado ou dos seus familiares e representantes legais”» («Escritor Ruy Castro explicou em Frankfurt por que não quer que o Brasil seja o país da biografia “chapa-branca”», Isabel Coutinho, Público, 14.10.2013, p. 29).
      É o relativo ao governo ou a órgãos oficiais. Por extensão de sentido, «oficial». Deriva, parece, do uso de chapas de cor branca, reservadas no Brasil para as autoridades governamentais.
[Texto 3385]

Léxico: «trambique»

Um brasileirismo e o PSD

      «Não respondo por aquilo que diz o Passos Coelho. Eu pago por aquilo que eles dizem, a minha reforma já levou três trambiques... Não estou com eles, estou num projecto» (Francisco Moita Flores, entrevistado por Rita Brandão Guerra e José António Cerejo, Público, 23.08.2013, p. 7).
      Ora mais um reformado precoce, quero dizer, mais um brasileirismo coloquial: trambique é vigarice, negócio fraudulento. Os jornalistas tiraram-me as palavras da boca: «Então podia ter recusado o convite do PSD e concorrido como independente.» Não queriam mais nada, santinhos: «O PSD tem a grandeza de aceitar que eu pense de maneira diferente.»
[Texto 3223]

«Mineradora»?

Na falta de outra

      «Um dos sete filhos da alemã Jutte Fuhrken e do brasileiro Eliezer Batista da Silva, que foi presidente da Companhia Vale do Rio Doce, a maior mineradora do mundo, e ministro das Minas e Energia durante o regime militar, a ascensão de Eike não é exactamente uma história de um self-made man que passa da pobreza à riqueza, mas ainda assim o seu percurso corresponde a uma espécie de “sonho brasileiro”» («O sonho brasileiro de Eike Batista transformou-se num pesadelo», Rita Siza, Público, 9.08.2013, p. 22).
      Não é nossa, é verdade que não, e nem sequer se encontra em todos os dicionários brasileiros, mas não vamos rejeitá-la sem mais nem menos.
[Texto 3162]

«Reboliço/rebuliço»

Há-de continuar a ser

      «Surpreendidos? Também nós. Brad Pitt não é um adepto das redes sociais e não tem conta no Facebook, nem utiliza o Twitter. Mas desde segunda-feira pode encontrá-lo na rede de microblogging chinesa Weibo. A mensagem: “It is truth. Yup, I’m coming.” (“É verdade. Sim, estou a chegar.”) Foi um reboliço. Reenviada milhares de vezes, obteve mais de 20 mil respostas em pouco tempo. A conta do actor na Weibo tem já mais de 175 mil seguidores, mas ainda está longe de Emma Watson — mais de 470 mil seguidores na mesma rede» («Facebook ou Twitter? Não, Pitt está no Weibo», Público, 9.01.2013, p. 39).
      Certa vez, Montexto comentou no Assim Mesmo que no Aulete Digital se encontrava a informação de que «reboliço» e «rebuliço» são variantes. E é verdade, como também é verdade que o verbete actualizado daquele dicionário não reproduz toda a informação do verbete original, e compreende-se porquê, embora a abonação seja do mesmo autor. No verbete original, está a informação de que «reboliço» como variante de «rebuliço» é brasileirismo. Com certeza que não deixou de o ser.
[Texto 2491]

Se temos, não precisamos

Aqui não há favelas

      «Phiona Mutesi é uma miúda de 16 anos. Nasceu no Uganda, numa favela, Katwe. Quando tinha nove anos, Phiona foi apresentada a um ex-jogador de futebol, Robert Katende. Ele mostrou-lhe um jogo tão estranho que nem sequer tinha um nome no idioma em que ela se expressava: xadrez. Ela sentiu-se atraída pelas figuras das peças. Começou a jogar. Sete anos depois, tornou-se rainha. A história dela deu um livro. A história dela faz sonhar» («Phiona Mutesi passou de analfabeta a rainha do xadrez», Vítor Ferreira, Público, 26.12.2012, p. 33).
      Sou o primeiro a defender que se use um brasileirismo na falta de termo equivalente só nosso, porque, afinal, a língua é a mesma. Não assim quando dispomos de um vocábulo para designar essa realidade. É o caso. Nunca eu diria «favela» se temos «bairro-de-lata».
[Texto 2463]

Léxico: «tribeira»

De fachada

      «Para ser considerado rico e digno de respeito na São Luís dos séculos 18 e 19, você precisava morar em uma casa com seis janelas na fachada. Tal característica arquitetônica era mais importante até que o dinheiro. Tanto que quem perdia tudo, se conseguisse manter o casarão (chamado de morada e meia), preservava seu status de nobre.
      Curiosidades como essa tornam saborosa uma visita ao centro histórico da capital maranhense. Entre os mais de 5 mil imóveis coloniais, nem todos preservados, há ainda exemplares com quatro janelas na fachada (moradia inteira), três janelas (terço de morada), duas (meia morada) e as mais simplesinhas, chamadas de porta e janela.
      Até ditados populares surgiram dessa classificação. “Viver de fachada”, por exemplo. Ou dizer que alguém está “sem eira nem beira”: as melhores casas da São Luís colonial tinham três linhas de telhas de barro sobrepostas, chamadas eira, beira e tribeira. Quanto mais pobre a casa, menor o número de telhas» («Status social estampado na fachada», Leandro Costa, Estadão, 31.05.2011, p. V10).
      O Dicionário Houaiss não regista o termo «tribeira», que nunca ouvi, e há-de ser brasileirismo. Em relação à expressão «sem eira nem beira», lê-se na obra A Sabedoria dos Ditados Populares, de J. J. Costa (São Paulo: Butterfly Editora, 2009, p. 9): «Essa frase faz referência a pessoas sem bens, sem posses. Dizem que antigamente as casas das pessoas ricas tinham um telhado triplo: a eira, a beira e a tribeira (como era chamada a parte mais alta). As pessoas mais pobres não tinham condições de fazer o telhado triplo e construíam somente a tribeira, ficando, assim, “sem eira nem beira”.»
[Texto 82]

«Terno» e «fato»

Até em Cuba!

      «— Consegui dar-lhe uma medalhinha de S. Bento e disse-lhe para a usar de cada vez que mudar de terno e ele disse ‘Não me vou esquecer’, e deu-me dois beijinhos» («José Sócrates foi a Cuba e mesmo sem cantar ganhou uma medalhinha de S. Bento», Maria José Oliveira e Rita Siza, Público, 27.05.2011, p. 6).
      É o influxo das telenovelas brasileiras a fazer-se sentir. O falar alentejano já não é o do tempo de Manuel da Fonseca.
[Texto 65]

Linguagem

Falecido mas não morto

      Humberto Werneck finge falar da prima Solange, mas é de si próprio que fala na crónica do Estadão do dia 6: «A prima — não é impossível que você se lembre dessa ave rara cujos cabelos não se tornam quebradiços, e sim “bifurcam nas extremidades” — frequenta o léxico como você e eu vamos a um brechó, no caso um brechó verbal. Nada a faz mais feliz do que topar no dicionário com alguma esquisitice que imediatamente possa recolher, livrar do pó e botar em uso, de preferência um hápax — palavra ou expressão que tenha aparecido apenas uma vez nos registros da língua. Exemplo de hápax? Vou perguntar à Solange, depois lhe digo. Talvez amaxofobia, que vem a ser, diz o Houaiss, o “medo mórbido de se encontrar ou viajar em qualquer veículo”. Ou alpondra — “cada uma das pedras que formam, de uma margem à outra de um rio, um caminho que pode ser percorrido a pé”. Literalmente, o caminho das pedras. Adivinha quem me ensinou tudo isso?» («Solange e seu brechó verbal», C10).
      Hápax, aqui em Portugal, só se for «brechó». O vocábulo parece provir de Belchior (estas derivações fonéticas do bom povo enternecem) nome do comerciante que abriu no Rio de Janeiro a primeira casa de compra e venda de roupas e objectos usados. Por derivação imprópria, passou depois a designar o negociante de roupas e objectos usados, mas também o proprietário de sebo (mais um brasileirismo para designar a livraria onde se compram e vendem livros usados). Por metonímia, é o próprio estabelecimento. Werneck continua dizendo que a prima Solange, ou seja, ele, «do alto de sua torrinha de marfim linguística, dispara sobre os predadores do idioma alguma pérola do professor Napoleão Mendes de Almeida, xiita-mor do vernáculo. Como seu mestre, “falecido, mas não morto”, a prima acredita que “a língua portuguesa no Brasil vem, desde o passamento de Ruy Barbosa, sendo tratada com incúria cada vez maior”». Faz lembrar o dito de Raquel de Queiroz, a primeira mulher a ser eleita para a Academia Brasileira de Letras: «Somos imortais, mas não somos imorríveis».

[Post 4598]

O brasileirismo «virar»

Era só o que faltava

      Já aqui tinha dado conta deste facto: alguns jornalistas portugueses já não passam sem esta acepção brasileira do verbo «virar»: «Danny, Derrick, Albert e Carlos. Estes quatro homens não têm casa, nem um computador portátil... mas têm um perfil na rede social Twitter. Estão habituados a ser ignorados nas ruas de Nova Iorque, onde vivem, mas agora viraram estrelas da Internet, com milhares de pessoas a seguirem os seus passos no Twitter» («Eles não têm casa... mas têm Twitter!», Nuno Cardoso, Diário de Notícias, 13.03.2011, p. 71).
      Hoje encontrei outro brasileirismo, novo para mim, num excelente romance (não posso revelar, está no prelo) português: particular, no sentido de conversa reservada. Um governante português (um «líder», para todos perceberem) visitou Moçambique e fez questão de ter um particular com certo indivíduo.


[Post 4560]

Brasileirismo: «enturmado»

Para um escol


      «Como a maioria dos que trabalhavam nessa secção eram miúdos, raro seria o dia, conta Jerónimo, que não saíam de lá encharcados, de tanto brincar. E ao sábado podiam dar um mergulho na piscina ou jogar nos campos de jogos. Um paraíso para um miúdo pobre, enturmado com Vascos Santanas, Antónios Silvas, Joões Villarets e Manoéis de Oliveira» («As mãos do cinema», Fernanda Câncio, «DN Gente»/Diário de Notícias, 13.11.2010, p. 4).
      Cheira a brasileirismo — e é. O brasileirismo que pegou de raiz, porém, foi virar, na acepção de assumir outra forma ou natureza; converter-se, transformar-se. Não há semana em que o não veja na imprensa. «Mourinho não repetiu filme de 1973 e virou protagonista» (Carlos Nogueira, Diário de Notícias, 11.11.2010, p. 37). Enturmado: que faz parte de uma turma, um grupo de amigos. Se o objectivo é escrever para um escol, está cumprido.

[Post 4086]

Brasileirismo: «vidrado»

Escrita envidraçada


      «Sobre o perfil do turista russo vidrado neste tipo de cruzeiros, [Tatyana] Petrova garantiu que se trata de “um cliente exigente, viajado, de cultura média/alta e com poder de compra”» («Já há russos nos navios-hotel da Douro Azul», Rui Neves, Jornal de Negócios, 4.08.2010, p. 9).
      Alguns dicionários registam este brasileirismo, de uso informal. Só o conhecia da oralidade, mas, à semelhança do verbo «virar» na acepção de «tornar-se», parece estar a ganhar terreno. Uso informal por uso informal, preferia usar «doido por; maluco por». Com os olhos vidrados fico eu ao ver a falta de vocabulário dos jornalistas de hoje em dia.

[Post 3764]

«Sujeira» e «puxa»

Deixá-lo!


      Há um surto de brasileirismo por aí. Há dias, foi o cair na real. Agora isto: «Estão poeirentos por estarem nas prateleiras há tanto tempo e em breve as minhas mãos estão quase pretas da sujeira que sai deles» (O Fim do Senhor Y, Scarlett Thomas. Tradução de Inês Castro e revisão de Duarte Camacho. Lisboa: Círculo de Leitores, 2008, p. 105). «— Puxa. A homeopatia já existia na altura?» (idem, ibidem, p. 120). Tanto o substantivo sujeira, em vez de sujidade, como a interjeição puxa, em vez de, por exemplo, caramba, são marcas, escusadas na tradução de uma obra publicada em Portugal, da variante brasileira do português. Fico perplexo é com a negligência dos revisores.

[Post 3385]

Tradução

De férias no Rio


      «“Precisas de cair na real, Nick”, disse-lhe Brown referindo-se à proposta dos lib-dem de não renovar o sistema de armas nucleares Trident.» Quem escreveu esta frase foi a jornalista do Público Ana Fonseca Pereira, num artigo («Debate renhido mantém corrida eleitoral a três», p. 18) sobre o segundo debate da campanha eleitoral britânica. A pergunta é óbvia: a jornalista não tinha uma forma portuguesa de traduzir a frase? Nem é preciso supor que em inglês é ou deixa de ser to face the truth, pois percebe-se a ideia. Não teria sido melhor optar por «desça à Terra» ou «enfrente as coisas»?

[Post 3380]

Brasileirismos

Nada de sofreguidão


      Corria o ano de 1985. Humberto Werneck escrevia na revista Isto É que os «puristas de Lisboa estão apreensivos com a invasão — só que, no caso, de brasileirismos. Alguns anos atrás num estudo patrocinado pelo governo lisboeta e intitulado ‘Estão a assassinar o português’, intelectuais lusitanos expuseram sua inquietude diante da sôfrega assimilação, por parte de seus compatriotas, de brasileirismos como ‘transar’, que vão dar às costas de Portugal nas caravelas eletrônicas das novelas globais.»
      Ainda hoje, poucos são os dicionários que registam o brasileirismo transar. E, à distância de 25 anos, não creio que tenha havido invasão nem sôfrega assimilação, e só refiro a questão porque topei, o que me parecia uma improbabilidade, com o vocábulo na tradução que tenho vindo a citar: «Senti-me embaraçado, sabendo que tinha feito amor — tinha transado — com a mulher várias dezenas de vezes: queria deitar tudo cá para fora — como ambos gostávamos de Anna à nossa maneira, como a partilhávamos, falar-lhe de todas as gorjetas que lhe dava, para o ajudar a ele também — como se isso nos fosse, de algum modo, tornar mais íntimos» (Viagem ao Fundo de Um Coração, William Boyd. Tradução de Inês Castro e revisão de texto de Maria Aida Moura. Cruz Quebrada: Casa das Letras, 2008, pp. 122-23). Se aqui não há grandes dúvidas, Anna é uma prostituta russa a viver em Paris, não se deve negligenciar que o verbo é polissémico.

[Post 3246]

Sobre «virar»

Um brasileirismo naturalizado


      Da imprensa, má, assim-assim e boa, às traduções, passando por obras de autores portugueses, o brasileirismo «virar» («tornar-se») veio para ficar. Veio, é verdade, há muito tempo, mas agora está aí em força. Quase todos os dias o vejo. A língua não pára, e não serei eu a pôr-me à sua frente e virar purista morto. Num estudo, datado de 1976, sobre os brasileirismos lexicais em Angola, o autor, o russo Aleksandr Jarushkin, já assinalava o uso de virar nesta acepção. Isto prova duas coisas, pelo menos: primeiro, que os Russos não mandaram apenas aviões Antonov, metralhadoras AK-47 (que, no caso de Moçambique, até está representada na bandeira) e soldados para Angola e, segundo, que a televisão não é a única porta de entrada das influências linguísticas. «Há um antigo centro comercial que virou concorrido templo religioso» (Diário de Notícias, 3.01.2009, p. 5). «História dos Kennedy vai virar minissérie» (Diário de Notícias, 2.04.2009, p. 52). «Cláudia Borges vira assessora» (Destak, 26.2.2008, p. 10). «Soro de leite vira alimento» (Meia Hora, 20.5.2008, p. 2). «Semanário ‘O Eco’ vira mensário gratuito» (Diário de Notícias, 3.04.2009, p. 60). «Professores dizem estar a virar técnicos informáticos» (Diário de Notícias, 15.03.2009, p. 12).

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