Sobre «rectius»

Mais correctamente

      «Este relatório foi aprovado por uma maioria esmagadora de cerca de 73% dos votos dos deputados. Quase três quartos dos representantes legítimos dos povos europeus entendem que o órgão de que fazem parte deve ter (rectius, tem) o direito de se “auto-organizar”. Apesar do silêncio mediático sobre a matéria, trata-se de uma decisão histórica. É muito importante — é mesmo fundamental — que os eleitorados e as opiniões públicas nacionais percebam e interiorizem o alcance e o sentido desta votação. A grande maioria dos deputados europeus, representando os cidadãos dos respectivos Estados, exprimiu a vontade de que o PE possa assumir-se como um parlamento livre da tutela “paternal” de outras instituições europeias e, em particular, do Conselho Europeu» («Estrasburgo e/ou Bruxelas: nem simbolismo nem pragmatismo (II)», Paulo Rangel, Público, 26.11.2013, p. 52).
      É termo usado em textos jurídicos, e Paulo Rangel, como jurista que é, trouxe-o para este texto. Não tenho é a certeza de que o usasse com propriedade. Habitualmente, é empregado para significar que há uma forma mais correcta (em latim também está no grau comparativo) de exprimir o que foi dito — por terceiros. Não parece ser o caso.
[Texto 3589]
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