Sobre «inteligência»
24.11.13
Melhor do que интеллигенция
«Nunca nenhum deles percebeu que um partido exigia dinheiro: dinheiro para sedes, para funcionários, para telefones, para carros, para propaganda. Pertenciam na maior parte à “inteligência” urbana (à universidade, ao funcionalismo, às profissões “liberais”), não sabiam onde ficava Figueiró dos Vinhos e traziam como toda a bagagem meia dúzia de “ideias”, que não se distinguiam nem pela originalidade, nem pela pertinência. Ao fim de pouco tempo, de umas conversas na “net” e de umas fotografias nos jornais (raramente conseguiam chegar à televisão), arranjavam maneira, quando arranjavam, de se apresentar a eleições que perdiam miseravelmente ou de que extraíam, como o Bloco, uns lugares na Assembleia da República, para vociferar às “massas”» («As fantasias do costume», Vasco Pulido Valente, Público, 24.11.2013, p. 56).
Parece ser — não liguem às aspas — o que se costuma designar com um termo russo transliterado, intelligentsia, que é o conjunto de intelectuais de um país. Ainda não vejo esta acepção nos dicionários.
[Texto 3576]
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