21.9.07
Explique-se lá melhor
«Perto de mil monges desfilaram pela cidade de Yangon, a caminho do pagode de Shwedagon que, pela primeira vez em três dias, não tinha sido encerrado pelas autoridades» («Civis apoiam manifestações de monges birmaneses», Daniel Santos, Público, 21.09.2007, p. 19). Não foi há muito tempo que uma crítica literária, numa recensão da obra (vencedora do Prémio Aristides de Sousa Mendes) Xeque-mate a Goa, de Maria José Stocker, editada pela Temas e Debates, verberava contra o uso do termo «pagode», por exibir «a recusa católica da alteridade social e religiosa». Se virmos em qualquer dicionário, um pagode é o «templo religioso budista, geralmente com vários andares, cada um destes com seu telhado» (in Aulete Digital), cujo étimo é o sânscrito bhagavati, pelo dravídico pagôdi. A crítica de certeza que fez confusão com as outras acepções do vocábulo «pagode».
«Perto de mil monges desfilaram pela cidade de Yangon, a caminho do pagode de Shwedagon que, pela primeira vez em três dias, não tinha sido encerrado pelas autoridades» («Civis apoiam manifestações de monges birmaneses», Daniel Santos, Público, 21.09.2007, p. 19). Não foi há muito tempo que uma crítica literária, numa recensão da obra (vencedora do Prémio Aristides de Sousa Mendes) Xeque-mate a Goa, de Maria José Stocker, editada pela Temas e Debates, verberava contra o uso do termo «pagode», por exibir «a recusa católica da alteridade social e religiosa». Se virmos em qualquer dicionário, um pagode é o «templo religioso budista, geralmente com vários andares, cada um destes com seu telhado» (in Aulete Digital), cujo étimo é o sânscrito bhagavati, pelo dravídico pagôdi. A crítica de certeza que fez confusão com as outras acepções do vocábulo «pagode».
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