Rima exótica

Não confere

      Ontem, um conhecido desembargador subia a Alameda Edgar Cardoso e parou junto de um banco. Cansado, de olhar desconfiado e abdómen proeminente. Despiu o casaco, arregaçou as mangas da camisa, voltou a vestir o casaco e foi-se embora. Foi a única pessoa conhecida (Rui Lagartinho já se tinha ido embora) que vi a caminho da Feira do Livro, onde comprei, entre outros, o Rimário d’«Os Lusíadas», de Fernanda Carrilho, de onde respigo: «Limitando-se a uma única ocorrência em todo o poema, surge a rima exótica, quando rima com palavras estrangeiras, mais precisamente como [sic] o soneto de Petrarca: tra la spica a la man, qual muro he messo (IX, 78, 8» (Lisboa: INCM, 2012, p. 26). No original, porém, está: «Tra la ſpica & la man, qual muro he meſſo.»
[Texto 2880]
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