«Pespinete» ou «pespineta»?

Os dicionários não ajudam

      «Nas provas de admissão para o Conservatório, João Villaret recitou dois vilancetes e um soneto de Camões. “Recitei-os como eu os sentia e, no fim, o mestre, que era professor conceituado da casa, olhou-me com severidade e disse: O menino tem boa voz, mas os versos não se dizem assim, mas como se fossem prosa. E eu, muito pespinete, nervoso e irritado, respondi: Então porque é que são versos? E o mestre: O menino é insolente mas inteligente, está admitido”» («João Villaret desafiou o modo como se dizia poesia», Maria João Caetano, Diário de Notícias, 10.05.2013, p. 46).
      «Desembarcámos os dois e um pespineta de um turco que não prestava para nada. Moço de câmara. Nós viemos para Belém; mas as coisas em Belém não deram muito acerto. Santarém é melhor» (Herta Teresinha Joan, Agostinho da Silva. Lisboa: Cotovia, 1990, p. 43).
[Texto 2837]
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