«Indispensável/”nécessaire”»

Amor da língua

      «Assim era que levava a melhor parte dos dias flanando, sempre com um romance do Querido — espécie de Zola holandês — no indispensável, um depósito de côdeas de queijo, pedaços já secos de pão com passas de Corinto, na algibeira a que ela recorria — chamando-lhe o seu Entrepôt-dok ou porto franco — sem a menor cerimónia, fosse onde fosse, para meter na boca o primeiro bocado que topava» (Novelas Eróticas, M. Teixeira-Gomes. Lisboa: Portugália Editora, s/d [mas de 1961], 2.ª ed., pp. 25-26).
      Agora vejam: o Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora regista a acepção: «antiquado saquinha ou maleta de senhora para transportar objectos de uso pessoal». E no mesmíssimo dicionário, também está o termo francês nécessaire: «bolsa ou estojo para guardar objectos de uso pessoal ou de toilete».
[Texto 1732]
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