Sobre «bonzo»
18.5.12
Tubérculo ou hipócrita?
«E o pior é que só num país de parolos e provincianos se pode pensar que os males feitos à paisagem poderiam algum dia ser mitigados entregando uma parte da obra ao lápis de um arquitecto premiado (Eduardo Souto Moura), a quem a EDP pagará o que for necessário para dar verniz ao empreendimento. Nunca será mais do que verniz, só que com a chancela de um bonzo da cultura indígena» («Regresso ao mundo real: o irrealismo de uma barragem», José Manuel Fernandes, Público, 18.05.2012, p. 52).
Já li e ouvi algumas vezes, é certo, mas nunca me pareceu bem usado. Bonzo é um sacerdote budista ou, popularmente, homem hipócrita ou indivíduo impassível. De outro étimo, do quimbundo, temos também em Angola os bonzos, que é o nome dado à batata-doce cozida, com azeite, bananas e milho, vendida às portas das casas.
[Texto 1544]
edit
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