Estilo literário de Marx

Quero ler

       Não o Marx do Manifesto do Partido Comunista, que é obra em co-autoria, mas tudo o resto, incluindo a péssima (ao que parece) poesia que escreveu. «Creio que já seja impossível de arranjar e valia a pena reeditá-lo», escreveu Umberto Eco num texto publicado no Expresso de 8 de Janeiro de 1998 (lembra-se, Fernando?), e referia-se à obra O Estilo Literário de Marx, de Ludovico Silva. No Brasil, tem uma edição recente (São Paulo: Expressão Popular, 2012).
[Texto 3474]

Isso pergunta-se?

Anda cá que eu já te conto

      E a criatura perguntou-me então, olhos nos olhos, se isso dos audiolivros era ainda literatura. Ah, depende! Acabei de comprar na Boca o audiolivro Memórias de Um Craque, de Fernando Assis Pacheco. Da Boca para o ouvido.

[Texto 1163]

Informação



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      Depois da última paragem do Blogger e da perda de centenas de posts, não havia outra solução. Este blogue será mantido, continuarei a aceitar comentários, mas não será actualizado. Com sorte (e alguma cunha no SAPO), todos os posts e comentários serão transferidos para o Linguagista.




Francisco Rebelo Gonçalves

E o Vocabulário?

      No centenário do filólogo e lexicólogo Francisco Rebelo Gonçalves, vale a pena ouvir a emissão em pós-difusão do programa Páginas de Português do passado domingo, dia 11.

António Vieira, 400 anos

E em Portugal?

      Veremos o que se fará em Portugal por ocasião dos 400 anos do nascimento do padre António Vieira. Os Brasileiros não estão parados, como se pode ver por este artigo do Jornal do Brasil. «O debate António Vieira e Machado de Assis: gigantes da língua portuguesa reuniu, na manhã de ontem, no auditório da Casa Brasil, os acadêmicos Alberto da Costa e Silva e Antonio Carlos Secchin e os ensaístas Alcir Pécora e Marco Lucchesi. Durante duas horas de conversa descontraída, mediada pelos jornalistas Tales Faria, editor-chefe do Jornal do Brasil, e Alvaro Costa e Silva, editor do caderno Idéias & Livros, a platéia de cerca de 50 leitores convidados pelo jornal teve a oportunidade de conhecer melhor a vida e a obra dos escritores.
      Especialistas em Antônio Vieira,­ cujos 400 anos de nascimento serão comemorados no ano que vem, Alcir Pécora e Marco Lucchesi analisaram a trajetória política e religiosa do padre português, autor dos Sermões, que passou grande parte da vida no Brasil, país que considerava a sua segunda pátria. ­
      — Grande parte da obra de Vieira, escrita em latim, continua inédita — lembrou Pécora.
      De improviso, Alberto da Costa e Silva —­ que preside a comissão da Academia Brasileira de Letras que cuida da programação dos 100 da morte de Machado de Assis —­ traçou um paralelo entre os dois estilistas da língua, de temperamentos marcadamente discrepantes. ­
      — Um era o oposto do outro. Machado era gago, Vieira um grande orador. Machado falava baixo, Vieira gritava. Na música, o brasileiro seria um quarteto de cordas e o português, uma orquestra —­ definiu o acadêmico.
      Antonio Carlos Secchin preferiu fixar-se no romance Dom Casmurro e, em especial, na protagonista Capitu e sua suposta traição a Bentinho, narrador do romance.
      O evento, primeiro de uma série promovida pelo JB, teve o apoio do Sesc-Rio e das editoras Record e Ulbra» («Machado e Vieira, gigantes da língua», Jornal do Brasil, 31.10.2007, p. A15).

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