«Situação», uma acepção

As aspas são mesmo uma doença

      «A segunda fase (1945-1961), que se caracteriza por um táctico abrandamento do regime e pela admissão de algum pluralismo limitado, em que a Assembleia Nacional passa a ser presidida por um dos mais “liberais” líderes políticos da situação, que na tradição republicana de que era oriundo mantinha uma postura de franco apoio e empenho, mas sem subserviência» (Os Deputados da Assembleia Nacional 1935-1974, J. M. Tavares Castilho. Lisboa: Texto Editores, 2009, p. 141).
      O autor — não este, outro — quer forçosamente aspas em «situação», na mesma acepção. Porque o pobre leitor pode julgar que é literalmente o acto ou efeito de situar. Isto é que é confiança na inteligência do leitor.
[Texto 3368]
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