Linguagem desbragada
22.10.13
Mas há quem goste
«Tudo naquela entrevista era bom, começando pelas fotografias de playboy cinquentão e acabando na linguagem desbragada, que Marcelo Rebelo de Sousa classificou como “tom infeliz”. [...] Tratar o alemão Wolgang Schäuble por “aquele estupor do ministro das Finanças”, classificar uma posição do primeiro-ministro da Holanda como “calvinismo reles”, afirmar de si próprio que “sempre fui a merda de um moderado”, disparar uns “pulhas” para aqui e uns “bandalhos” para acolá, e despachar os seus opositores políticos como “os filhos da mãe da direita portuguesa”, só está ao alcance de alguém para quem “a dureza encenada não é nenhuma dureza. Ou se tem ou não se tem.” E Sócrates, claro, é um duro» («O verdadeiro macho político», João Miguel Tavares, Público, 22.10.2013, p. 44).
[Texto 3418]
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