«Face a»

Perante isto...


      Quatro homens armados, vestidos com fatos-de-macaco pretos e com máscaras carnavalescas, assaltaram há dias o hotel Tiara Park Atlantic. Queriam, mal informados, assaltar uma ourivesaria que ali existia, e por isso iam munidos de uma marreta. Contentaram-se então com a máquina registadora do restaurante do hotel e com o cofre da recepção. Trocos, decerto, para quem queria levar mãos-cheias de ouro. Escreve o jornalista: «Face à informação[,] um dos suspeitos saltou o balcão da recepção e já no interior do espaço apontou a arma de fogo [a] um dos dois funcionários que estavam na altura no local e exigiu que este lhe entregasse dinheiro» («Assalto armado a hotel de luxo», Susana Otão, Jornal de Notícias, 17.12.2010, p. 14). Sim, está mal escrito, mal pontuado, mas só queria realçar este aspecto: João de Araújo Correia, e outros cultores da língua, iria espumar com aquele «face à», mas quem é que hoje em dia sabe que é calinada em vez de «perante»?

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