Placares e ateliês

Bem podia ser

      «“As mãos que cosem estas roupas já andaram de armas na mão. Eis o que fazem estas mãos hoje em dia pela Colômbia”, anuncia um placard à porta do seu ateliê, no primeiro andar de um imóvel de tijolo, praticamente anónimo, num bairro popular de Bogotá» («Paz na Colômbia: um novo modelo para o antigo alfaiate das FARC», Diário de Notícias, 15.10.2012, p. 26).
      Estávamos à espera que ambas aparecessem aportuguesadas ­— tanto mais que já o têm feito. Não que eu aprecie a palavra placard, bem pelo contrário. «O edifício ficou assim excluído de uma iniciativa que ontem concedeu a Times Square — a praça onde confluem algumas das maiores avenidas da cidade — uma aura azulada, proveniente das luzes de edifícios e placares» («Católicos celebram os cem anos do nascimento da ‘santa dos pobres’», Catarina Reis da Fonseca, Diário de Notícias, 27.08.2010, p. 29).

[Texto 2212]
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