«Judeu», uma acepção

Já não há judeus


      «O Comendador, reloucado, ajoelhou no judeu e pôs as mãos, erguendo meia roupa e declarando a companheira, de costas e encotinhada, com a trança meio desfeita a separar-lhe as mamas de repolho espapado» (Tiros de Espingarda, Tomaz de Figueiredo. Lisboa: Editorial Verbo, 1966, p. 33).
      Esther Mucznik e todos os judeus portugueses (ou seja, uma boa parte de nós) ficarão contentes que esta acepção de «judeu» já não macule os dicionários, mas os amantes da língua terão opinião diversa. Judeu era o nome que o povo dava ao enxergão.

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