«Heraldo» e «arauto»

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      «“Leste no Heraldo Europeu um artigo sobre os últimos impostores de Orenburg? Foi em 1834, irmão! Não gosto dessa revista, e o autor do artigo é conservador, mas a coisa é interessante e pode provocar ideias…”» (Solo Virgem, Turguiénev. Tradução de Manuel de Seabra. Lisboa: Editorial Futura, 1974, p. 84).
      «Em Bagaúste, linha férrea do Douro, um pouco acima de Régua, no ponto fluvial onde se constrói agora uma barragem, acaba de nascer um jornalzinho para distracção de quem trabalha no empreendimento. Sabem como se chama? Herald de Bagaúste. É, pelo visto, um arauto. Mas, como arauto é nome português, atirou com ele ao rio, isto é, ao river. E ninguém se lhe atravessou. O cadáver do arauto deverá aparecer, qualquer dia, com a barriga inchada, a jusante de Bagaúste, perhaps at Régua» (A Língua Portuguesa, João de Araújo Correia. Lisboa: Editorial Verbo [s/d, mas de 1959], p. 66).
      João de Araújo Correia só se esquece de dizer que heraldo — não herald, valha-me Deus! — é mais antigo na língua do que arauto, não é assim, Montexto?

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