Porcos e procos

Antológica

      «L’Ulisse di Omero», escreveu Umberto Eco, «uccide i proci: un solo senso, due lettori, quello che gode della vendetta di Ulisse e quello che gode dell’arte omerica, nessuna ironia citazionista.» Na 1.ª edição da tradução, estava certo: «O Ulisses de Homero mata os procos, etc.» Passado o texto pelo digitalizador, os eruditos (demasiado, mas Eco fala de crítica literária) procos transformam-se em prosaicos porcos, que Ulisses mata. E o revisor (ou operador de máquinas?) não desconfia, claro, até porque na obra Circe transformou os companheiros de Ulisses em porcos.
      O que no dicionário de italiano é acrescento, no dicionário de português devia fazer parte da definição: «per anton. spec. al pl. Ciascuno dei pretendenti di Penelope durante l’assenza di Ulisse».

[Texto 3045]
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