«Revogação/revocação»

Como um íman

      «Ah! Estes sentimentos insensatos provocaram a minha indignação. Comparei-os aos que haviam preparado outrora a revocação do édito de Nantes e feito perder à França — quantas vezes o ouvira! — os mais dignos e os mais trabalhadores dos seus habitantes» (Silbermann, Jacques de Lacretelle. Tradução de Ersílio Cardoso. Lisboa: Edição Livros do Brasil, «Colecção Miniatura», s/d, p. 75).
      Isto também não é raro nas traduções: entre dois ou mais vocábulos, escolher-se o que está mais próximo da língua de partida (révocation) e mais afastado da língua de chegada. Quem é que aí diz «revocação» em vez de «revogação»?
[Texto 2653]
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