Uso do itálico e das aspas
23.11.07
Cracatoa, seja
«A mais violenta das erupções do vulcão indonésio Krakatoa, ocorrida em 1883, faz parte das lendas dos velhos marinheiros, pois foi escutada a sul da Austrália e, mais longe ainda, em pleno oceano Pacífico» («Filho do ‘Krakatoa’», Visão, n.º 767, 15 de Novembro de 2007, p. 27). Já que ninguém pergunta, pergunto eu: porque é que «Krakatoa» está em itálico? Pior só mesmo Maria Filomena Mónica grafar o nome de estabelecimentos comerciais entre aspas. Para quê? «Finalmente, convidou-me para tomar chá, no dia seguinte, no “Covered Market”. […] Foi assim que me encontrei no que viria a ser o meu local preferido, o café “Brown’s”, não o restaurante que, no final dos anos 70, surgiu em Woodstock Road, mas o local esquálido, situado no Mercado Coberto, onde se cruzavam camionistas, estudantes e mendigos» (p. 261 de Bilhete de Identidade, Alêtheia Editores, 4.ª ed., Lisboa, 2006).
«A mais violenta das erupções do vulcão indonésio Krakatoa, ocorrida em 1883, faz parte das lendas dos velhos marinheiros, pois foi escutada a sul da Austrália e, mais longe ainda, em pleno oceano Pacífico» («Filho do ‘Krakatoa’», Visão, n.º 767, 15 de Novembro de 2007, p. 27). Já que ninguém pergunta, pergunto eu: porque é que «Krakatoa» está em itálico? Pior só mesmo Maria Filomena Mónica grafar o nome de estabelecimentos comerciais entre aspas. Para quê? «Finalmente, convidou-me para tomar chá, no dia seguinte, no “Covered Market”. […] Foi assim que me encontrei no que viria a ser o meu local preferido, o café “Brown’s”, não o restaurante que, no final dos anos 70, surgiu em Woodstock Road, mas o local esquálido, situado no Mercado Coberto, onde se cruzavam camionistas, estudantes e mendigos» (p. 261 de Bilhete de Identidade, Alêtheia Editores, 4.ª ed., Lisboa, 2006).
E para quem, impensadamente, já objectava, dedinho em riste, que, pensando bem, eram palavras inglesas, replico aduzindo o exemplo de duas páginas adiante: «Para quem considerava que a “Sá da Costa”, a “Buchholz” e a “Bertrand” eram boas, a “Blackwell’s” constituía um choque cultural.» Tirou-me a palavra da boca: choque, sim.
edit
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