23.6.08
Com efeito!
Há um fenómeno que é o «efeito (de) estufa», não é assim? Muito bem. E há gases associados a este fenómeno, não é? Estabelecido isto, passemos a determinar se são os gases que causam o fenómeno ou se, pelo contrário, é o fenómeno que origina os gases.
O que os especialistas em climatologia afirmam é que certos gases, como o dióxido de carbono, o metano, o óxido de diazoto, o hexafluoreto de enxofre, o hidrofluorcarboneto, entre outros, criam uma espécie de cobertura, como a de uma estufa, sobre a Terra, deixando entrar a luz solar e impedindo a saída do calor. Uma estufa gigantesca, pois. São os gases, então, que criam o fenómeno, que por isso mesmo se designa por «efeito de estufa». E finalmente, «gases com efeito de estufa» ou «gases de efeito de estufa»?
É verdade que tanto a preposição «de» como a preposição «com» relacionam por subordinação, mas sempre lemos e escrevemos: «detergente com efeito ambientador», «ténis com efeito calmante», «chás com efeito relaxante», «casamento religioso com efeito civil», «plantas com efeitos medicinais», «agravos com efeitos suspensivos», «fármacos com efeito secundário» (quase todos)… Todavia, ultimamente, começou a aparecer muito a expressão «gases de efeito de estufa». Até pela repetição da preposição «de» se deveria evitar. «De acordo com a autarquia, a iniciativa pretende contribuir para a “beneficiação ambiental, através da redução de gases de efeito de estufa”» («Protocolo permite plantar 16 mil árvores em Loures», Meia Hora, 23.6.2008, p. 6).
Há um fenómeno que é o «efeito (de) estufa», não é assim? Muito bem. E há gases associados a este fenómeno, não é? Estabelecido isto, passemos a determinar se são os gases que causam o fenómeno ou se, pelo contrário, é o fenómeno que origina os gases.
O que os especialistas em climatologia afirmam é que certos gases, como o dióxido de carbono, o metano, o óxido de diazoto, o hexafluoreto de enxofre, o hidrofluorcarboneto, entre outros, criam uma espécie de cobertura, como a de uma estufa, sobre a Terra, deixando entrar a luz solar e impedindo a saída do calor. Uma estufa gigantesca, pois. São os gases, então, que criam o fenómeno, que por isso mesmo se designa por «efeito de estufa». E finalmente, «gases com efeito de estufa» ou «gases de efeito de estufa»?
É verdade que tanto a preposição «de» como a preposição «com» relacionam por subordinação, mas sempre lemos e escrevemos: «detergente com efeito ambientador», «ténis com efeito calmante», «chás com efeito relaxante», «casamento religioso com efeito civil», «plantas com efeitos medicinais», «agravos com efeitos suspensivos», «fármacos com efeito secundário» (quase todos)… Todavia, ultimamente, começou a aparecer muito a expressão «gases de efeito de estufa». Até pela repetição da preposição «de» se deveria evitar. «De acordo com a autarquia, a iniciativa pretende contribuir para a “beneficiação ambiental, através da redução de gases de efeito de estufa”» («Protocolo permite plantar 16 mil árvores em Loures», Meia Hora, 23.6.2008, p. 6).
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