«NATO/OTAN»

NATO

      OTAN na sigla portuguesa, pois, mas vejam como Botelho de Amaral se esqueceu ou lhe era indiferente: «Um speaker fez, por exemplo, referência aos países da NATO. Não mencionou Portugal. Advertido por mim, disse-me que a Espanha nada tinha que ver com a NATO. Ensinei-lhe História e Geografia» (A Língua Inglesa e a Vida em Londres, Vasco Botelho de Amaral. Lisboa: Centro Internacional de Línguas, 1958, pp. 66-67). Ter o autor escrito este livro lá pelos Royal Parks londrinos, enquanto apanhava sol, há-de ter tido a sua influência...
[Texto 2757]

«PPP’s»

Mas é um bom exemplo

      «Quer isto dizer que numa democracia europeia será mais difícil a cada grupo controlar uma agenda em que os outros grupos se decidam por PPP’s? Admito: o exemplo é doloso» («A democracia na Europa», Pedro Lomba, Público, 24.05.2012, p. 48).
      Em português, o apóstrofo serve apenas para assinalar a elisão de uma ou mais letras. Que letra ou letras suprimiu, Pedro Lomba? Ah, e as siglas não têm plural.
[Texto 1578]

A sigla SMS

Ora esta

«Relvas recebeu sms e emails de Silva Carvalho com propostas para secretas» (Maria José Oliveira, Público, 16.05.2012, p. 8). Pois é, no Público grafam assim uma sigla de três letras. Isso é muito estranho.

[Texto 1532]

Siglas

Uma pequena trapalhada

      «David Hogg, comandante das forças americanas em África (Africom), classificou como um “grande sucesso” a detenção do número quatro do Exército de Resistência do Senhor (ERS), movimento rebelde conhecido pelo rapto de crianças e mutilações a civis. As forças ugandesas capturaram Caesar Acellam na República Centro-Africana, perto da fronteira com a República Democrática do Congo, após um curto combate com os rebeldes» («Aliado de Joseph Kony capturado», Diário de Notícias, 15.05.2012, p. 26).
      Muito bem, muito bem. Exército de Resistência do Senhor, ERS. No segundo parágrafo, porém, esqueceram-se: «Acellam estava no topo da liderança do LRA, atrás de Joseph Kony, bem como Okot Odhiambo e Dominic Ongwen, procurados pelo Tribunal Penal Internacional.» No terceiro parágrafo, explicam a sigla usada no segundo: «“Esta detenção mostra que a região está preocupada com a questão do ERS (LRA, na sigla em Inglês) e da ameaça que este representa”, afirmou Hogg.»
[Texto 1527]

Plural das siglas

Mais do que desaconselhável

      «No passado dia 30 de Março decorreu em Luanda a VII Reunião de Ministros da Educação [ME’s] da CPLP para, entre outros assuntos, discutirem a aplicação do Acordo Ortográfico de 1990 [AO]» («A CPLP e a consagração do desacordo ortográfico», António Emiliano, Público, 19.04.2012, p. 51).
      Sigla pluralizada? Alguns querem... Mas com apóstrofo, sinal de elisão, a elidir o quê? E os parênteses rectos?
[Texto 1394]

«PIDE/pide»

Schwein!

      «“Constou-me que a pátria estava em perigo!”, justificação que muito impressionou o PIDE, que quase lhe faz continência, enquanto o meu pai acaricia o atestado que leva no bolso e remata o diálogo com um sonoro Schwein! à laia de despedida, escudado no hermetismo da deutsche Sprache» («Os canadianos, esses sornas», Ana Cristina Leonardo, «Atual»/Expresso, 19.11.2011, p. 6).
      Já tivemos oportunidade de ver esta questão, mas insisto: creio que é preferível não usar o acrónimo para designar a pessoa pertencente à Polícia Internacional de Defesa do Estado. Alguns dicionários já registam o termo, mas não o Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora, que o mais próximo que acolhe é... «cide». Quanto a Schwein, Ana Cristina Leonardo não quis tirar-nos o prazer de descobrirmos o que significa. Obrigadinho.
[Texto 749]

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