«Noites sem lua»

Nas trevas completas

      «Mãos, orelhas e objetos escuros existem desde, pelo menos, o séc. XII (estou a lembrar-me de Geraldo Geraldes sem Pavor a cortar sentinelas mouras em noites sem Lua) e não seria daí que vinha o espanto» («Mentira e vídeo (sem sexo)», Ferreira Fernandes, Diário de Notícias, 2.04.2013, p. 56).
      Há um verso de Guerra Junqueiro (um dia conheci um médico, que não tinha a trave bem cortada, é bem verdade, que sabia de cor A Velhice do Padre Eterno) que diz «vão em noite sem lua num barco sem velas». Não há, não houve até hoje, que se saiba, noites sem Lua, apenas sem lua, isto é, sem luar.

[Texto 2733]
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