«A meia-voz»

No sítio certo e com hífen

      Por sugestão minha, o Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora já regista a locução a meia-voz no sítio certo e com hífen, no verbete «meia-voz». Afinal, se registava a locução a sangue-frio no verbete «sangue-frio», impunha-se uniformizar, como argumentei aqui.
      Eis quatro exemplos da obra O Balio de Leça, de Arnaldo Gama. (Porto: Livraria Educação Nacional, 1935, 217 pp.)
  • «Fr. Nuno tirou-o áparte e com êle esteve falando a meia-voz por mais de cinco minutos.» (p. 85)
  • «– Fr. Lopo, recordais bem o que vos disse? – balbuciou a meia-voz o lugar-tenente quási ao ouvido do companheiro.» (p. 86)
  • «– Sus, vós outros ­– disseram aqui a meia-voz alguns cavaleiros mancebos, sorrindo-se – ora vêde a carranca que vai já fazendo o ainda futuro balio! Cuidado!» (p. 101)
  • «As vozes roucas dos vélhos cavaleiros acompanharam a meia-voz o canto funerário, dando-lhe assim uma entoação que tinha de-veras alguma coisa do outro mundo.» (p. 175)
[Texto 2589]
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