Pontuação
16.9.09
Inimputáveis gramaticais
«Fernando Pessoa é a partir de hoje tesouro nacional por determinação do Ministério da Cultura que publicou ontem em Diário da República o decreto-lei que assim designa o espólio do poeta de ‘Mensagem’» («Fernando Pessoa é tesouro nacional», Dina Gusmão, Correio da Manhã, 15.09.2009, p. 40). Para o Correio da Manhã, há vários Ministérios da Cultura. Uns declaram o espólio de Fernando Pessoa tesouro nacional, os outros sabe Deus o que fazem. Sim, tem razão, caro leitor, o fecho deste texto tem de ser este: será que os revisores entendem? Os jornalistas bem sabemos que não.
«Fernando Pessoa é a partir de hoje tesouro nacional por determinação do Ministério da Cultura que publicou ontem em Diário da República o decreto-lei que assim designa o espólio do poeta de ‘Mensagem’» («Fernando Pessoa é tesouro nacional», Dina Gusmão, Correio da Manhã, 15.09.2009, p. 40). Para o Correio da Manhã, há vários Ministérios da Cultura. Uns declaram o espólio de Fernando Pessoa tesouro nacional, os outros sabe Deus o que fazem. Sim, tem razão, caro leitor, o fecho deste texto tem de ser este: será que os revisores entendem? Os jornalistas bem sabemos que não.
edit
3 comentários:
«Os jornalistas bem sabemos que não». Esta sintaxe é portuguesa? Não me recordo de ter dado com ela.
Em castelhano, sim, diz-se «Los periodistas sabemos que no». Que corresponde ao português «Nós, os jornalistas, sabemos que não».
Pode o Helder esclarecer-me?
O que me parece é que há uma coincidência no modo de dizer, como em tantas outras construções. E sim, também se pode exprimir a ideia como o Venâncio o fez.
Com a ausência de vírgula antes do "que"fico a saber que há vários MC. :)
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