Género de «SMS»
24.6.09
Nem pensar
«E para que as clientes não esperem no exterior, a Pink Ladies envia um SMS a avisar que o táxi já chegou» («Táxis rosa contra agressões sexuais», Diário de Notícias, 6.4.2006, p. 24). «O homem terá então trocado mensagens sms com a vítima, que não conhecia, e em Dezembro de 2008 marcou um encontro em Lisboa, em que sujeitou o jovem “à prática de diversos actos sexuais”» («Seduziu através de ‘chat’ e violou rapaz de 14 anos», Diário de Notícias, 21.02.2009, p. 24). «Mas até ao fecho desta edição a pivô do Jornal Nacional 6.ª Feira e directora adjunta da TVI não atendeu os telefonemas nem respondeu à SMS enviada» («“Moura Guedes é um exemplo de péssimo jornalismo”», Tiago Guilherme, Diário de Notícias, 31.05.2009, p. 59).
Primeiro do género masculino (considerado o correcto, por ser service o núcleo desta sigla inglesa), depois a adjunção do nome «mensagem» e, finalmente, a passagem ao género feminino, por suposta elisão do nome «mensagem». No meio, algo mais mudou: a sigla passou a ser, irregularmente, grafada em minúsculas.
«E para que as clientes não esperem no exterior, a Pink Ladies envia um SMS a avisar que o táxi já chegou» («Táxis rosa contra agressões sexuais», Diário de Notícias, 6.4.2006, p. 24). «O homem terá então trocado mensagens sms com a vítima, que não conhecia, e em Dezembro de 2008 marcou um encontro em Lisboa, em que sujeitou o jovem “à prática de diversos actos sexuais”» («Seduziu através de ‘chat’ e violou rapaz de 14 anos», Diário de Notícias, 21.02.2009, p. 24). «Mas até ao fecho desta edição a pivô do Jornal Nacional 6.ª Feira e directora adjunta da TVI não atendeu os telefonemas nem respondeu à SMS enviada» («“Moura Guedes é um exemplo de péssimo jornalismo”», Tiago Guilherme, Diário de Notícias, 31.05.2009, p. 59).
Primeiro do género masculino (considerado o correcto, por ser service o núcleo desta sigla inglesa), depois a adjunção do nome «mensagem» e, finalmente, a passagem ao género feminino, por suposta elisão do nome «mensagem». No meio, algo mais mudou: a sigla passou a ser, irregularmente, grafada em minúsculas.
edit
3 comentários:
Estará absolutamente fora de questão grafar "sms", ou é de admitir que uma sigla seja cooptada como palavra comum, ainda que não seja pronunciada como uma palavra mas soletrada?
Não se generalize a conclusão, mas o método: depois de se saber qual é o núcleo da sigla (neste caso, PMS é desdobrado em «poder de mercado significativo»), basta identificar o género. Neste caso, é masculino.
Peço desculpa, não foi intencional.
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