«Dever de»
8.3.10
Afinal, pode e há quem
«Sabia o que tinha de fazer, o que devia de ser feito» (The Kitchen Boy: Os Últimos Dias dos Romanov, Robert Alexander. Tradução de Helena Ramos e revisão de Ayala Monteiro. Cruz Quebrada: Casa das Letras, 4.ª ed., 2006, p. 270).
Já aqui falei uma vez do uso desta construção: deve de + infinitivo, tendo então escrito que a encontramos na obra de Luís de Camões, Fr. Amador Arrais, Camilo e noutros grandes escritores. E citava ainda Vasco Botelho de Amaral e José Neves Henriques, que escreveu uma vez: «O que acontece», acrescentou, «é que o emprego da preposição de está um pouco em desuso, o que leva muita gente a duvidar da correcção de dever de + infinito.» E também escreveu: «Como a construção deve de + infinitivo é mais complexa, talvez os não muito sabedores da Língua Portuguesa a julguem mais própria de quem é culto.»
[Post 3222]
edit
Sem comentários:
Enviar um comentário