Léxico: «linária»

Só na Outra Margem


      «Uma nova espécie de planta, que em todo o mundo só existe nas arribas do Gargalo do Tejo, em Almada, frente a Lisboa, foi identificada pelo investigador João Farminhão, do Centro de Ecologia Funcional (CFE) da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra. [...] A Linaria almadensis passa agora a integrar o conjunto de cerca de 90 espécies de plantas que, em todo o mundo, só existem em Portugal continental, sublinhando a responsabilidade coletiva na sua conservação» («Chama-se Linaria almadensis: nova planta endémica descoberta nas arribas do Tejo, em Almada», Olímpia Mairos, Rádio Renascença, 23.01.2026, 11h04, itálicos meus).

      Apesar de não ter, tanto quanto sei, nome comum conhecido, a própria estrutura do verbete de «linária» no Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora nos obriga a levar para lá a acepção. Assim, proponho ➔ linária BOTÂNICA (Linaria almadensis) planta herbácea endémica de Portugal, restrita a paredões e terraços arenosos das arribas do estuário do Tejo, entre o Cristo-Rei e o Mosteiro dos Jerónimos, em zonas próximas de rochas calcárias; distingue-se por folhas estreitas e flores dispostas em espigas compactas, com pétalas superiores branco-amareladas, palato amarelo-alaranjado e esporão frequentemente tingido de violeta.

[Texto 22 298]


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1 comentário:

Helder Guégués disse...

Esta acepção do vocábulo linária foi hoje registada no Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora. Ficou assim: «BOTÂNICA (Linaria almadensis) planta herbácea, endémica de Portugal (onde se acha restrita a paredões e terraços arenosos das arribas do estuário do Tejo, em zonas próximas de rochas calcárias), distingue-se pelas folhas estreitas e pelas flores dispostas em espigas compactas, com pétalas superiores brancas e amareladas, com palato amarelo de tonalidade alaranjada e esporão frequentemente tingido de violeta».

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