Como se escreve por aí

Fica para a próxima


      «Como se previa, António José Seguro ganhou por larga margem a segunda volta. Os cidadãos escolheram inequivocamente o candidato eivado dos valores democráticos, que declarou respeitar a Constituição, tendo rejeitado o outro que, amiúde, tem contrariado esses valores e quer mudar a nossa lei fundamental» («E agora, António José?», Carlos Fiolhais, Correio da Manhã, 10.02.2026, p. 2).

      O Prof. Carlos Fiolhais esqueceu-se de dar uma olhadela nos dicionários, o que nunca é avisado. Veria que em alguns, como o da Porto Editora, as três primeiras acepções têm um sentido negativo («1. que apresenta eiva ou mancha;  2. que está contaminado; 3. que está viciado, corrompido», enquanto noutros, como o tão decantado Houaiss, apenas encontraria acepções negativas («infectado, contaminado»). Concluiria forçosamente que não era o melhor termo no contexto. 

[Texto 22 388]

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