Léxico: «sala de crise | sala do risco»

Estamos sempre a tempo


      «As declarações geraram reação imediata por parte das empresas. Ana Figueiredo, CEO da Meo, assegurou que a operadora ativou desde o dia 28 de janeiro o seu plano de contingência, com mais de 1.500 técnicos mobilizados em “condições exigentes” e uma sala de crise em funcionamento 24 horas por dia”» («“O senhor Presidente da República está certamente muito mal informado.” Empresas de telecomunicações respondem às críticas de Marcelo Rebelo de Sousa», Nascer do Sol, 4.02.2026, 20h23).

      Enquanto a sala de crise é activada para gerir directamente uma situação de emergência e coordenar respostas estratégicas, a sala de situação, que levámos para o Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora em 8 de Setembro do ano passa, centra-se na recolha e análise contínua de dados, servindo de apoio técnico à decisão, mesmo fora de cenários críticos. Assim, proponho ➜ sala de crise espaço físico ou virtual activado durante uma emergência, onde se reúne o núcleo decisor de uma organização para coordenar respostas estratégicas, monitorizar impactos e definir medidas urgentes; pode dispor de acesso a dados em tempo real, comunicação interna e externa e instrumentos de apoio à decisão.

[Texto 22 364]

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P. S.: Não te faltam menos de doze salas no verbete «sala», Porto Editora. A maior ausência, a mais chocante, porque até recentemente a ouvi numa reportagem televisiva num pequeno estaleiro naval dos nossos dias que ainda usa técnicas artesanais, talvez seja a histórica ➜ sala/casa do risco espaço num estaleiro naval tradicional onde se traça, à escala real, o plano geométrico de uma embarcação com vista à execução das peças estruturais e auxiliares necessárias à sua construção.


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