Tradução
18.3.11
Vem do Brasil
«They enjoyed a chartered boat trip around the Balearic rave island and even treated themselves to a mud bath at a spa.» O tradutor brasileiro, porque é disto que se anda também a falar nas caixas de comentários, verteu desta forma expedita: «Eles fizeram um passeio de barco por todo o balneário e tomaram um banho de lama.» Juro que este não é o pior passo da tradução. E o texto vai ter muitos milhares de exemplares a correr por aí. E quem lê, naturalmente, engole tudo, ou quase.
Agora digam-me se toda a gente, seja onde for, não apenas no Brasil, está habilitada a traduzir. Mais, digam-me se toda a gente está habilitada a escrever.
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3 comentários:
Olhe o ferrete da xenofobia!...
Cumpts.
Caro Helder, há-de-me fazer a justiça de reconhecer que nem precisa da minha resposta para aqui saberem o que penso da questão. Remeto para o passo de Simon Leys, que trasladei em recente comento, a propósito das qualidades requeridas para uma boa tradução, e que subscrevo inteiramente.
— Montexto
É, de facto, razão para desconfiar. Parece daquelas traduções francesas de ficção portuguesa. Reescritas ao gosto francês. Que, como sabemos, não se vendem, e portanto não trazem mal ao mundo. Pena é os nossos ficcionistas. Falo dos bons, claro.
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