Pronúncia
3.3.11
Lisboetês vulgar
«Trauliteiros. Era a designação dada aos acompanhantes de Paiva Couceiro durante as incursões monárquicas no Norte no início da I República. De tal forma que ao período político entre 19 de Janeiro e 13 de Fevereiro de 1919, presidido precisamente por Paiva Couceiro, e com sede no Porto, a chamada Monarquia do Norte, foi também apelidada de Traulitânia» (Mafalda Lopes da Costa, Lugares Comuns, Antena 1, 3.03.2011).
E como pronunciou o numeral 13? Ora, /treuze/, pois claro, com ditongação do e. E quem fala assim muitas vezes também diz /númaro/. Apre.
«Razão tinha o Afonso Lopes Vieira. Lisboa corrompe a linguagem. Mas, se há duas Lisboas, a culta e a ignara, deve-se a esta última a corrupção, nódoa que alastra pelo País fora, porque nós, os provincianos, só conhecemos a Lisboa inculta» (A Língua Portuguesa, João de Araújo Correia. Lisboa: Editorial Verbo, p. 101).
[Post 4514]
edit
4 comentários:
Lembrais-vos do «empochar»? Pois acabo de ouvir, com estes dois que a terra há-de comer, ao notável Marques Mendes este primor que lhe saiu da boca ao explicar ao estimável público e povo a situação em que este jaz: «... o governo empocha no orçamento» já não me lembra o quê (TVI 24, 22 h 39 min).
Deuses imortais, que aconteceu a esta gente? Onde vive? Quem ouve? Com quem fala e conversa? Que lê? Onde tem a cabecinha? Tudo perguntas retóricas, obviamente.
— Mont.
Os... "que os estuda", digo.
Cumpts.
Pode ter a certeza: a linguística explica tudo — o que sabe e o que não sabe. Pelo fruto se conhece a árvore: esta produziu a TLEBS. Nunca melhor
recomendação!
— Montexto
Calhando tem razão...
Pensava na Fonética por causa daqueles padrões de desvio na articulação de câm[a]ra > cambra e núm[e]ro > númbaro.
Cumpts.
Enviar um comentário