Português arcaico

Quamdo foi sabudo pello reino

      Hans Christian Andersen também era «moço de corda» (sem ser títere...). Por causa do medo de incêndios, andava sempre com uma grande corda na mala. A ideia era, ao mínimo sinal de fogo, poder descer por uma janela. Só falo em cordas, porém, por propósitos suicidas ou homicidas. Vejam: no laboratório, foi apresentado um texto eciano e uma professora, que aparenta ter saído há menos de dez anos da faculdade, considerou-o «fácil, porque apresenta um Português arcaico fácil de identificar». Eça de Queirós, português arcaico... Que dizem os meus leitores destes sólidos conhecimentos de parte do nosso professorado?
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5 comentários:

Anónimo disse...

Não tarda muito e tudo o que estamos a escrever hoje será considerado por alguns português arcaico, devido ao AO de 1990. Até o «Assim Mesmo», versão pré-2012.
RS

Venâncio disse...

Descanse, Montexto. Nem um só neurónio do meu limitado cérebro se moverá (figuradamente, é certo) para fundar, pouco que seja, uma desactualização de Eça de Queirós.

Mas permita-me este lamento: que, depois (ou a par?) da minha fama de limpador de feiras, tenha agora de carregar a de apóstolo da mediocridade. Já é azar.

Anónimo disse...

É caso para dizer: não subestimes as falhas dos dicionários. De qualquer forma, não creio que algum dicionário, por muito mau que seja, troque o «Oh» pelo «Ó». Nem o António Nobre, obviamente.

Anónimo disse...

Obviamente, é novíssimo. Há mais matizes e cambiantes — «nuances», para lhe falar em linguagem decerto mais familiar — no oh do que lhe cabe no bestunto.
— Mont.

Anónimo disse...

Pois.

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