«Dição», de novo
25.3.11
Que já nos ocupou
Vasco Botelho de Amaral, acabei de o descobrir agora, explicou porque usava «dição» e não «dicção»: «Em reforço do que escrevi no vol. I dos Estudos Críticos (em análise às Bases da Ortografia Luso-brasileira), ao responder em A Voz (n.º de 22-III-47) ao Prof. Sá Nunes, fiz observar: “Note-se que as outras línguas mantêm o c tanto no termo primitivo como no derivado: diction, dictionnaire; diction, dictionary; diccion, diccionario. O italiano e o português, porém: dizione, dizionario; dição, dicionário.” Portanto, cientificamente, a “dicção” do Acordo é inaceitável como forma obrigatória» (Glossário Crítico de Dificuldades do Idioma Português (Porto: Editorial Domingos Barreira, 1947, p. 175).
Não nos leva esta argumentação a pensar no caso da queda do p em Egipto, porque mudo, e a sua manutenção nas derivadas?
[Post 4611]
edit
1 comentário:
Podia levar, mas atenção! O pê no "Egipto" não é invariavelmente omisso e nos derivados é invariavelmente proferido; o cê na "dicção" é invariavelmente dito e, no "dicionário", é já como se nunca tivesse existido, e ignoro se chegou a ser dito alguma vez. - Alguém que o saiba, diga. - Logo os termos não são inteiramente comparáveis.
Comparáveis, só a omissão absoluta, hoje, do primeiro cê no "dicionário" com, no futuro, todas as consoantes etimológicas a que querem dar sumiço; pela obliteração da etimologia.
Cumpts.
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