«Crer/querer»
10.3.11
Não quero crer
No laboratório, de novo. «Os partidos com assento parlamentar criam queriam apresentar soluções pró-populares.» «Muitos alunos», defendeu a professora, «cometem este erro, talvez por serem palavras como que parónimas.» «Como que»? Então não há uma categoria específica em que encaixá-las? São muito mais, a avaliar pelo que vejo, os que consideram este mesmo par, crer/querer, como palavras parónimas do que aqueles que as dizem homófonas. Eu aprendi que, se a pronúncia não for contrafeita, forçada, antinatural, são palavras homófonas. Não faltam, porém, manuais escolares, como este, que ensinam que são parónimas. Crer e querer têm grafia semelhante? Tem a palavra o leitor.
[Post 4546]
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3 comentários:
Caro Bic, posso dizer-lhe que a pronúncia "qu'ria" aí na música nada tem de carioquês; é antes uma simples necessidade métrica.
... termo... digo.
Será certamente erro meu, mas isto das palavras parónimas não me entra na cachimónia.
Bem me esforço por compreender a coerência do conceito, mas confesso a minha incapacidade.
Quem sabe, um dia chego lá.
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