«Crer/querer»

Não quero crer

      No laboratório, de novo. «Os partidos com assento parlamentar criam queriam apresentar soluções pró-populares.» «Muitos alunos», defendeu a professora, «cometem este erro, talvez por serem palavras como que parónimas.» «Como que»? Então não há uma categoria específica em que encaixá-las? São muito mais, a avaliar pelo que vejo, os que consideram este mesmo par, crer/querer, como palavras parónimas do que aqueles que as dizem  homófonas. Eu aprendi que, se a pronúncia não for contrafeita, forçada, antinatural, são palavras homófonas. Não faltam, porém, manuais escolares, como este, que ensinam que são parónimas. Crer e querer têm grafia semelhante? Tem a palavra o leitor.

[Post 4546]


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3 comentários:

Anónimo disse...

Caro Bic, posso dizer-lhe que a pronúncia "qu'ria" aí na música nada tem de carioquês; é antes uma simples necessidade métrica.

Bic Laranja disse...

... termo... digo.

Eduardo disse...

Será certamente erro meu, mas isto das palavras parónimas não me entra na cachimónia.

Bem me esforço por compreender a coerência do conceito, mas confesso a minha incapacidade.

Quem sabe, um dia chego lá.

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