«Eminente/iminente»

Dos piores

      «Do lado do terminal sobressaía a cauda solitária de um A321 da British Airways, antecipando outra odisseia eminente no frio implacável da baixa estratosfera» (Uma Semana no Aeroporto – Um Diário de Heathrow, Alain de Botton. Tradução de Manuel Cabral e revisão de Tiago Albuquerque Marques. Alfragide: Publicações Dom Quixote, 2011, p. 30).
      É o mais amaldiçoado par de parónimas que existe. Ainda ontem vi num autor, que me dissera ter sido professor de Português durante mais de quarenta anos, «a eminência de um novo cerco». Na maioria dos casos, há-de ser resultado apenas de falta de atenção. Feito o diagnóstico, já se sabe o remédio.
[Texto 868]
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