Anglicismos
22.12.11
Já não chegam as palavras portuguesas
«Sempre que mergulhavam os olhos um no outro, como se realizassem de novo a catástrofe que lhes ia cair em cima, entregavam-se a um novo acesso de choro» (Uma Semana no Aeroporto – Um Diário de Heathrow, Alain de Botton. Tradução de Manuel Cabral e revisão de Tiago Albuquerque Marques. Alfragide: Publicações Dom Quixote, 2011, p. 45). «A nossa sociedade é afluente em grande medida porque os seus cidadãos mais ricos não se comportam como popularmente se imagina» (idem, ibidem, pp. 86-87).
Decerto que o tempo de que se dispõe para se traduzir e rever tem toda a importância, mas, em relação a certos aspectos da língua, tanto demora e custa fazer bem como fazer mal. E quem quer, deliberadamente, fazer mal? Ninguém, certamente, mas adquirir conhecimentos é árduo, é trabalho, e trabalho que cedo se revela infinito.
[Texto 871]
edit
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