«Azulejo/mosaico»

Até para não haver confusões

      «Aqui, em contraste flagrante, encontramos um chão de azulejo cinzento, corredores bem iluminados ladeados de painéis de vidro num calmante verde-pálido e retretes com louças bonitas e portas de madeira maciça a toda a altura dos cubículos» (Uma Semana no Aeroporto – Um Diário de Heathrow, Alain de Botton. Tradução de Manuel Cabral e revisão de Tiago Albuquerque Marques. Alfragide: Publicações Dom Quixote, 2011, pp. 119-120).
      Não serão muitos os dicionários que registam que o azulejo serve para revestir paredes. Alguns registam que é a placa de cerâmica geralmente utilizada no revestimento de paredes. Outros registam apenas que serve para revestir superfícies. Sabemos, contudo, do dia-a-dia, que, se formos a uma loja de materiais de construção e pedirmos azulejos, não nos darão nada de semelhante às placas cinzentas que revestem o chão dos terminais mais recentes do Aeroporto de Heathrow. Dar-nos-ão antes a escolher, e sem surpresa para mim, de entre uma série de placas de cerâmica parecidas com as que Ricardo Taveira desenhou para o Estádio do Sporting.
[Texto 872]
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