Ortografia: «brócolos»

Não tenho preferências

      «Anteontem a Maria João e eu fomos almoçar à praia. Comemos cantaris e bróculos. O dia e o mar estavam feios mas não poderiam ser mais bonitos. A minha paisagem favorita foi olhar para ela» («Voltou», Miguel Esteves Cardoso, Público, 7.12.2011, p. 33).
      Também a professora Teresa Álvares, do Ciberdúvidas, preferia que fosse «bróculos», com uma argumentação que não colhe: «Ora, pensando bem, o meu erro que era também o de J. C. B., apontado oportunamente por uma consulente do Ciberdúvidas, nem é assim tão disparatado: se em Italiano «broccolo» deriva de «brocco», a que se acrescentou o sufixo diminutivo -olo(a), e em Português o sufixo correspondente é -ulo(a) (montículo, espátula), porque é que um «pequeno dente saliente» dum certo tipo de couve não se há-de poder chamar bróculo?» A seguir-se este raciocínio, muito estaria errado na língua.

[Texto 778]
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