«Responder» na voz passiva
7.3.11
Anómalo? Raro? Errado?
Ribeiro e Castro, ex-eurodeputado, sobre a exclusão do português do sistema comum de registo de patentes: «[…] isso é um direito fundamental de cidadania, como nós sabemos, o direito de nos dirigirmos às instituições da União Europeia e aos seus organismos na nossa própria língua, em qualquer uma das línguas oficiais da União e de sermos respondidos pelos órgãos da administração europeia e pelas instituições europeias também na mesma língua. A nossa ou qualquer das línguas oficiais da União que nós tenhamos usado. Eu tenho o direito de me corresponder em português e ser respondido em português, mas se quiser corresponder-me em finlandês, escrevo em finlandês e sou respondido em finlandês» (Páginas de Português, emissão de ontem).
O verbo responder admite a construção na voz passiva? Para mim, é novidade.
[Post 4536]
edit
1 comentário:
E o mesmo se diga do verbo «agradar»: as boas obras agradam a Deus, agradam-lhe, e estranhar-se-ia que o agradassem. O Imperador, porém, como já adverti em anterior comento: «Assim imitava a Deus o nosso Príncipe. Aos que mais o serviam, e o agradavam, pagava-lhe com a sua graça» (Morte e Sepultura — Oratória Fúnebre, Figueirinhas, 2009, p. 360).
— Montexto
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