«Perdão/com licença»

Pardon me

      Às 8 da manhã, a minha filha já me estava a dar lições. Arroto (é do Penicillium roqueforti) e digo «com licença». «Não se diz “com licença”, papá, diz-se “perdão”.» «Neste caso, é igual», digo-lhe, mas ela tem uma teoria — ou mesmo uma tese, sei lá, Da Eructação e Formas Correlatas de Cortesia — e não se deixa convencer. Não hoje, pelo menos.
      «Parecia mais calmo, tornou a arrotar, até disse um “com licença” de bom agouro. Graças, meu Deus!» (O Pão não Cai do Céu, José Rodrigues Miguéis. Lisboa: Editorial Estampa, 1982, p. 154).

[Texto 1178]
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