Desgraçado verbo «haver»

Haviam de ver

      Ontem foi Dia Mundial da Hemofilia. A Dra. Alice Tavares, imuno-hemoterapeuta, foi ao Bom Dia Portugal explicar este distúrbio hereditário que dificulta a coagulação do sangue. O jornalista quis saber se se deve fazer prevenção. «Deve começar antes de haverem as hemartroses, portanto as hemorragias intra-articulares, porque são essas hemorragias de repetição que vão causar as alterações musculoesqueléticas graves e incapacitantes.»
      Não é nada raro ver os vocábulos «imuno-hemoterapia» e «imuno-hemoteraupeuta» incorrectamente escritos, como, por exemplo, na página da Escola Superior de Saúde Ribeiro Sanches, que publicita o Curso de Aperfeiçoamento em Imunhohemoterapia». Estavam a precisar mais de um Curso Básico de Ortografia. Nas páginas da Ordem dos Médicos, do Hospital de São José, do Hospital de Santa Maria, do Centro Hospitalar do Barlavento Algarvio e em muitas outras lê-se essa grossa calinada. «Falar é fácil porque não há palavra que não se deixe dizer», já sentenciava Sacatrapo. O pior é escrever.

[Texto 1388]
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